9 de fevereiro de 2017

15 de Fevereiro: Seminário Banda Desenhada e Pensamento Político: Sessão 4

O Seminário indicado antes continua. 

Estão convidados a aparecer e participar na próxima (4ª) sessão, desta vez sob a forma de um pequeno debate com dois artistas de banda desenhada contemporânea portuguesa, Marco Mendes (Diário rasgado) e Tiago Baptista (Fábricas, baldios, etc.). 

O tema-chave é o "desencanto" e tentaremos falar em torno de questões sobre a representação social que emerge das obras destes dois artistas, o alcance da leitura política que elas permitem, e em que medida é que funcionam os afectos na banda desenhada como espelho da situação actual. 

Apareçam!

3 de fevereiro de 2017

A minha casa não tem dentro. António Jorge Gonçalves (Abysmo)

No final do volume, o autor explica como o título deste livro é retirado de uma “estiga”, que neste caso se refere a uma forma ritualística e lúdica de Luanda de criar narrativas trocadas com interlocutores, com direito a resposta. Usualmente, e mesmo em Portugal, são jogos de insultos mútuos, com ataques e ripostas, uma espécie de rap battle, mas onde o objectivo é o divertimento de todos (às custas dos que se propõem a jogar). É portanto uma forma de exposição, franca, directa, bruta, e em grande medida é isso o que se passa neste livro. Mas é no início que está a nota que explica a razão de ser deste projecto. António Jorge Gonçalves teve um acidente gravíssimo médico que o colocou à beira da morte, ou mesmo para além dessa hipotética fronteira (ele escreve “morri e regressei à vida”). E este acto criativo é uma resposta. Se essa reposta é à aproximação dessa fronteira, à sua travessia, ou ao seu regresso, não sabemos. Sabemos é que deve ser lido. (Mais)