9 de outubro de 2019
Cortázar. Marc Torices e Jesús Marchamalo (Presque Lune/Nórdica)
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10:06 a.m.
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1 de fevereiro de 2019
Estamos todas bien. Ana Penyas (Salamandra)
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12:28 p.m.
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17 de agosto de 2017
A casa. Paco Roca (Levoir)
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21 de dezembro de 2016
Como viaja a água. Juan Díaz Canales (Arte de Autor)
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2:08 p.m.
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6 de outubro de 2016
Colecção Novela Gráfica II. AAVV (Levoir)
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2:16 p.m.
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8 de julho de 2016
Eu, assassino. Antonio Altarriba e Keko (Arte de Autor)
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4:29 p.m.
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21 de janeiro de 2016
Bagatelas: treze pequenos livros e fanzines. AAVV
(Mais)
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11:02 a.m.
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9 de janeiro de 2016
Amigos do peito. Cláudio Thebas e Violeta Lópiz (Bruaá)
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26 de dezembro de 2015
The Fall of the House of West. Paul Pope, JT Petty, David Rubin (First Second)
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4 de dezembro de 2015
Las Meninas. Santiago García e Javier Olivares (Astiberri)
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3 de dezembro de 2015
El paraíso perdido de John Milton. Pablo Auladell (Sexto Piso)
Como é natural, acompanhar todos e
quaisquer livros produzidos nos últimos anos de vários quadrantes
geográficos e estilísticos não é possível, mesmo que haja razões
para, ao nos interessarmos por um determinado autor, ser desejável
acompanhar de maneira sustentada o seu percurso. Há quase dez anos,
faláramos de La Torre Blanca, de Pablo Auladell. E apesar de
nos cruzarmos aqui e ali com o seu trabalho de ilustrador e de autor
de bandas desenhadas, foi preciso atravessar um deserto para ter a
oportunidade de desembocar num projecto de grande fôlego. Este
volume com mais de 300 páginas é uma adaptação livre do famoso
poema de John Milton. Tendo começado num momento que se veria
interrompido, e fruto de transformações internas, esta é a sua
forma final. Desta feita então, Auladell empresta as suas figuras
quasi-andróginas, pequenos títeres de grafite, para dar corpo a uma
encenação que ronda a vontade e autonomia, o amor e a entrega, a
glória e a solidão, a distribuição de poder e o sonho, ou até
mesmo a mais profunda natureza humana, levada a cabo por seres que,
em princípio, estariam longe das suas paixões. (Mais)
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3:47 p.m.
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Etiquetas: Espanha
29 de novembro de 2015
Conversa em Pontevedra.
Se estiverem com vontade de comer uns chipirones e botá-los abaixo com um branco numa cunca, apareçam.
Agradecimentos a María J. Sola Bravo e Carlos Alhegue Leira, pelo convite, a Conceição Pereira, pelo contacto, e Carlos Pinheiro, pelo uso da imagem (de Sobrevida).
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11:30 a.m.
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18 de agosto de 2015
O tempo do gigante. Carmen Chica e Manuel Marisol (Orfeu Negro)
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10 de agosto de 2015
Kovra no. 6. AAVV (Ediciones Valientes)
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3:04 p.m.
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1 de abril de 2015
Colecção Novela Gráfica: a colecção (Levoir/Público).
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9:50 a.m.
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23 de março de 2015
Blacksad: Amarillo. Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido (Arcádia)
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11:45 a.m.
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14 de dezembro de 2014
Ardalén, de Miguelanxo Prado no aCalopsia.
Se por um lado este imenso volume é apresentado como uma grande obra no percurso do autor, e apenas uma leitura atenta permita responder se se trata de uma obra maior, ela pede, ainda assim,por um esforço particular em compreender a sua natureza.
Ficando os agradecimentos à editora e a B. Campos, o nosso texto pode ser acedido directamente aqui.
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9 de novembro de 2014
The Rise of Aurora West. Paul Pope, JT Petty, David Rubín (First Second)
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10:58 a.m.
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28 de dezembro de 2013
Lisboa. David Pintor (Kalandraka)
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22 de setembro de 2013
Sueños ilustrados. Roger Omar et al (el monstruo de colores no tiene boca)

Alguns leitores conhecerão aquele
dispositivo conhecido como dreamcatcher,
um objecto de artesanato associado a algumas das culturas dos nativos
norte-americanos (lakotas e ojibwes, para ser mais preciso), que se parece com
um disco com uma teia no interior e penas em torno. O conhecimento do seu uso
histórico é algo fragmentário, e as formas de cruzamento intercultural - numa
primeira fase entre os vários povos autóctones e depois através do contacto com
a cultura ocidental e as sucessivas transculturações – torna difícil
compreender a exactidão do seu funcionamento, mas a ideia fundamental é de que
esse objecto (a Wikipédia diz que um dos termos originais significa “aranha”)
filtra os sonhos bons dos maus e, assim sendo, ajudará o sonhador a ter
melhores sonhos. Poderíamos imaginar que também os livros seriam como que
possíveis teias que os captassem e redistribuíssem. Este conjunto de livros
vindos de Espanha constituem uma longa aranha que cumpre esse fito.
A transcrição de sonhos e a sua
consequente transformação em textos (literários, cinematográficos, teatrais)
não é algo de imprevisto, e mesmo no campo da banda desenhada e ilustração
existem bastantes casos. Estamos aqui perante um caso clássico de encadeamentos
de transformações: os sonhos em si
mesmos partem do núcleo da relação entre o subjectivo e o mundo exterior, e
depois segue-se uma elaboração verbal que lhe impõem uma qualquer forma
fechada, e finalmente temos uma nova elaboração, desta feita pelas imagens e
estruturas da banda desenhada e da ilustração. Para além da mera
criação de imaginários oníricos (de Nemo
a Sandman), existem casos de diários
(Crumb, Zograf, Veitch, Bechdel) e até mesmo de recepção de sonhos alheios para
a criação de textos em banda desenhada, sendo o caso de Jesse Reklaw talvez o
mais conseguido. O projecto de Roger Omar inscreve-se portanto nesse campo
relativamente restrito. Sueños ilustrados
é um projecto em que Omar “colecciona” sonhos de crianças, sendo elas mesmas
quem os escrevem, de idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos, de várias
cidades e vilas espanholas, mas também de Cuba, do México, Alemanha, e, num
caso, de “niños cirqueros”, isto é, que vivem a vida nómada do circo. Há também
um caso de uma só
sonhadora, Luli, com um livro, e o tratamento reflecte isso
mesmo. Recolhidos por Omar, os sonhos são depois tratados e traduzidos
graficamente, por toda uma troupe de ilustradores, que compreende artistas
espanhóis (Max é um deles), ingleses, japoneses, israelitas, e de outras
paragens. Rui Tenreiro e Pedro Lourenço são os dois artistas portugueses
envolvidos no projecto. A esmagadora das publicações estão nas mãos de um só
artista. Os livrinhos mais pequenos, todos em acordeão, intitulam-se “6 sueños”
e já ultrapassaram a vintena. Existem também outros formatos, maiores acordeões,
e mesmo um livro que serviu de antologia de ilustradores israelitas e de
catálogo de uma exposição em Telavive. Cada um dos livros tem um título individual,
que se refere a um dos sonhos. Além do mais, os livros estão sempre escritos em
espanhol, e duas traduções, abarcando línguas como o inglês e o português, o
alemão e o hebraico, o hindi e o francês, o vietnamita e o russo, o mixteco e o
japonês, o chinês e o nahuatl…
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Pedro Moura
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Etiquetas: Espanha, Ilustração, Infantil, Outros países























