Quando a edição de artista de Terrea surgiu, há mais de dez anos, encontrámos ali um livro cuja “escrita” era dominada pela pulsão do desenho, que Ricardo Cabral já vinha alimentando há um breve trecho, libertando-se da canga de uma narrativa linear: os seus diários de viagem, alucinações gráficas com a realidade que o rodeava e sobretudo um trabalho de ilustração vinha testemunhando essas ideias. À medida que foram saindo os quatro volumes de TLS Series, o autor foi encaminhando novos “episódios” (mas sem essa linearidade ou propósito), mais ou menos subsumidos aos temas da antologia (“Viagens, “Cidade”, etc.). Quase sempre sem texto (com a excepção da peça para TLS Series: Raízes), deixando sempre aberta a ambivalência das circunstâncias diegéticas daquele universo gráfico que ia burilando. (Mais)
10 de maio de 2026
Terrea. Ricardo Cabral (A Seita/Comic Heart).
Publicada por
Pedro Moura
à(s)
2:17 p.m.
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