2 de setembro de 2020

3 Graus de Carequice - Episódio 15: ADAPTAÇÃO







Décimo-quinto episódio do programa com Gabriel Martins, André Oliveira e este vosso criado.

O tema deste programa é "ADAPTAÇÃO", e falámos de "No Longer Human", de Junji Ito (Viz Media 2019), o qual adapta a novela de 1948 de Osamu Dazai (publicada em Portugal como "Não-Humano", pela Cavalo de Ferro 2014). Conversa com mais um uísque, mas correu ordeiramente, para variar.

25 de agosto de 2020

3 Graus de Carequice - Episódio 14: RETRATO DA SOCIEDADE







Décimo-quarto episódio do programa com Gabriel Martins, André Oliveira e Pedro Moura. O tema deste programa é "RETRATO DA SOCIEDADE", um tema algo geral, tendo-nos virado para um clássico moderno, "Ghost World", de Daniel Clowes (Fantagraphics, 1997; trad. port. "Mundo Fantasma", Devir 2005). A ideia era discutir a forma como os livros estão ancorados no seu tempo, podendo ser vistos como retratos mas igualmente como "datados". Mas depois destrambelhou. Que querem? Mais férias precisas...

24 de julho de 2020

Desvio. Ana Pessoa e Bernardo P. Carvalho (Planeta Tangerina)


Este título poderá vir a tornar-se num importante contributo para a literatura gráfica portuguesa, menos pelas suas conquistas estéticas ou reinvenção da arte, relativamente calma, mas por o que ele poderá representar em termos de espelho das emoções mais vigentes nas gerações jovens dos nossos tempos. Desenganem-se aqueles que procurem aqui uma “plot-oriented story” à la Harry Potter ou outra bodega YA que ande por aí à espera de adaptação cinematográfica. Desvio não é bombástico. Sussurra com compreensão. (Mais) 

21 de julho de 2020

3 Graus de Carequice - Episódio 13: DIÁRIO DE BORDO







Décimo-terceiro episódio do programa com Gabriel Martins, André Oliveira e Pedro Moura. O tema deste programa é "DIÁRIO DE BORDO" e, partindo de "Propaganda", de Joana Estrela (Plana, 2014), discute questões que têm a ver com os géneros-irmãos do diário de viagem, reportagem, autobiografia e outras paragens e movimentos. Mantivemos o rumo, fomos mais concentrados e até conseguimos partilhar leituras presentes.

20 de julho de 2020

A época das rosas. Chloé Wary (Planeta Tangerina)


São estes gestos editoriais que garantem ainda alguma felicidade de uma verdadeira contribuição para a diversidade de vozes e acessos à banda desenhada em Portugal. Já o repetimos em várias ocasiões, e aqui mesmo neste espaço, que atravessamos um momento relativamente estável e interessante de editoras especializadas que vão alargando o leque de vozes. Mas a meu ver, seria ainda mais feliz se editoras generalistas abrissem um pequeno espaço à banda desenhada que fosse ao encontro dos assuntos, abordagens e tratamentos estilísticos que lhes interessam nos seus catálogos – por hipótese, o romance contemporâneo, a ficção historiográfica, a reportagem política, a poesia, a literatura para jovens ou para a infância, o diário de viagem, etc. Não tem de ser necessariamente uma colecção especial (se bem que a coerência ajudaria à consolidação de um corpus, o que a Bertrand/Contraponto não conseguiu fazer, apenas a título de exemplo), tem de ser coerente com um programa. Independentemente das questões económicas, cruciais e basilares, há também o esforço e o conhecimento e a sensibilidade. Ora, a Planeta Tangerina, enquanto plataforma quase de auto-edição, ou cooperativa, já havia com Finalmente, o Verão, das primas Tamaki (recentemente re-publicado) feito uma aposta num projecto de banda desenhada internacional que fazia falta na oferta em língua portuguesa. Agora, com dois livros, um de autores portugueses e esta tradução de uma autora francesa, arranja novamente um espaço fulcral. (Mais) 

17 de julho de 2020

Planície Pintada & Floema Dorsal. Diniz Conefrey e Maria João Worm (Quarto de Jade)


Perdoar-nos-ão os autores colocar num mesmo texto a apreciação dupla dos seus últimos títulos, apesar de tamanha disparidade. Queremos acreditar, ainda assim, que tal como as respirações criativas, partindo do mesmo ponto, se podem depois consubstanciar em ventos tão diferentes, que novamente esses movimentos se possam vir a unir numa força comum, a da leitura conjunta. (Mais) 

14 de julho de 2020

3 Graus de Carequice - Episódio 12: FORMATOS DO PRAZER







Décimo-segundo episódio do programa com Gabriel Martins, André Oliveira e Pedro Moura. O tema deste programa é "FORMATOS DO PRAZER" e tem a ver com as diferentes formas de envolvimento cognitivo, emocional e até físico com os formatos diferentes em que a banda desenhada é publicada. Falou-se de serialização, de tempos e gerações, e um pouco do digital. Não houve texto em comum, e navegámos mais por memórias e hábitos de leitura.

8 de julho de 2020

A Assembleia das Mulheres. Aristófanes e Zé Nuno Fraga (A Seita)

O parágrafo que utilizámos para falar de O Penteador, de Paulo J. Mendes, poderia ser empregue com toda a precisão em relação a esta adaptação da comédia de Aristófanes. O artista em questão parece ter tido já experiências anteriores no campo da banda desenhada, mas surge, tal qual como Palas Atena, totalmente formada e armada da cabeça de Zeus. Isto é, com um livro totalmente criado por si, se exceptuarmos, claro está, a estrutura dramática, didascálias e falas do comediógrafo do século V. a.E.C. Além disso, a surpresa de ser uma adaptação de uma obra que não está propriamente nos programas escolares faz adivinhar uma escolha pessoal, genuína, pouco programática em relação a estratégias “escolarizantes”. (Mais) 

7 de julho de 2020

3 Graus de Carequice - Episódio 11: HUMOR LIVRE







Décimo-primeiro episódio do programa com Gabriel Martins, André Oliveira e Pedro Moura. O tema deste programa é "HUMOR LIVRE". A leitura comum foi "Dolphin e Dolphino", de Afonso Ferreira, uma série de tiras que estiveram na internet e existiram como um pequeno fanzine. Mas a conversa navegou por muitos territórios criativos e muitas questões pesadíssimas que, naturalmente, não respondemos de forma alguma... Mas colocámos boas perguntas? Vocês o dirão.

5 de julho de 2020

O Penteador. Paulo J. Mendes (Escorpião Azul)

 Com a relativa multiplicação de editores disponíveis para publicarem banda desenhada contemporânea em Portugal, entre plataformas generalistas, especializadas ou dedicadas à imagem e com espaço para esta disciplina, é salutar ver como se abre espaço igualmente a que surjam novos autores portugueses. E mesmo havendo ainda, ou até de forma estimulada nos últimos anos, fanzines, antologias, publicações colectivas e projectos de pequenos grupos mais ou menos informais, quando aparece um novo autor através de um “livro inteiro”, isso é ainda mais assinalável. Paulo J. Mendes tem um percurso que já teve na banda desenhada passos, um pouco como Penim Loureiro, que “regressam” aos amores da adolescência ou primeira idade adulta, conquistando o gesto de uma obra coesa e grande. (Mais)