Num tempo em que a esmagadora maioria das editoras com algum poder financeiro, que apostam na tradução e publicação de títulos estrangeiros, fazem apostas algo débeis no que diz respeito à atenção para com obras e autores que criam algum tipo de novos haustos no campo da banda desenhada, e se vê sobretudo uma continuidade em tendências absolutamente esgotadas, com mais de 50 anos (em média), ou então em géneros de uma planura genérica desinspirada, a mera possibilidade de surgir algo relativamente distinto torna-se um relampejo.
Luz é um autor que despertou para o mundo da banda desenhada de uma forma mais sustentada após o seu terrível testemunho dos atentados mortíferos ao Charlie Hebdo. Quando foi lançado Catharsis, demos conta desse livro, acreditando tratar-se de algo distinto, não apenas na carreira do autor, mas na própria linguagem que acreditamos ser livre e aberta da banda desenhada. Desde então, Luz tem criado outros títulos, uns mais interessantes que os outros (noutro local, discutimos Vernon Subutex, adaptação magnífica da obra literária homónima de Virginie Despentes). (mais)






